Geral

Poemãe

poemãeO útero que gesta
O coração que pare
A grandeza que vale
O peito em festa
A mama acerta
O nutrir do néctar
E abre-se fresta
Para que a vida encare
O mingau que esfria
A lancheira que resvale
O braço que conserta
O trajeto acre
A mão que acerta
A farda que encarde
A escolha correta
O trajeto da bicicleta
A ferida que arde
O soprar do merthiolate
O sopro da vela
A palma que bate
A alegria sincera
A roupa da boneca
A boneca do espelho
A possibilidade do desejo
O grito que abre
A mala que fecha
O aceno da Guanabara
A vida que não pára
A roda do moinho
A dor pior q espinho
O giro do relógio
O número do calendário
O rápido itinerário
A palidez da têmpora
A saudade que não aguenta
O tempo que não volta
Um espírito que só se solta
O voo que alça os andares
E não há montanha que escale
Ou barulho que cale
A alma que renasce
Com esse amor
Da maternidade.
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