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Ando cheia de poemas

Ando cheia de poemas

Que ainda não existem

Coabitam misturados

Marcados,

(Entre)cortados,

Estranho mundo do meu eu.

 

E bailam tão soltos

Os poemas

Que mal consigo captá-los

Vez por outra engancho um verso

Um riso,

um ai,

um traço,

um choro,

um tremor de indignação.

 

E eles surgem

Os poemas

Inteiros como espinhos,

Partidos como os corações dos que valem

Regrados, em linha reta e métrica,

Libertos como a alma de toda mulher deveria…

 

Daí explodem

Os poemas

Gozo de corpo e mente

Toque de Midas

Canção de repente

Turbulência descrita

Grito solto

Sussurro rouco

Relato do sentir que foi

E ainda virá.

 

 

 

 

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8 comentários em “Ando cheia de poemas

  1. Rafa, adorei o poema e a iniciativa do Blog. Eu é que não me desapeguei ainda do formato livro enquanto obra mais orgânica. Por isso, ainda prefiro ficar alguns anos desafinando os sentidos até conseguir uns 70 poemas que façam conexão em minha cabeça e monto meus livros. Por falar nisso, você chegou a ver meu 4º livro, eu publicizei no final de julho. Segue o link, caso você não tenha visto no feicebuque. Xêro. Luciano Gomes http://www.4shared.com/office/r_ntcGuO/meu_poema__nosso.html

  2. Que lindaaaa! Espaço privilegiado de inutilidades! Essa poesia é o que há em defesa do transbordamento! Dos descabimentos! Dos aléns…Beijo blogado

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